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segunda-feira, 14 de março de 2016

Desacelerando a vida



Salve salve nerdaiada maldita :D :D :D

Você não está tendo alucinações, sim esse blog está sendo atualizado e quem sabe teremos uma periodicidade constante...

Desde o ultimo post desse blog em agosto de 2014, muita coisa mudou. A economia mudou, a tecnologia mudou, eu mudei, meus conceitos também mudaram. Algumas coisas mudaram para melhor, outras para pior, mas o que importa realmente é que estamos de pé e vivendo uma nova fase.

Em Novembro de 2015 fui liberto de algumas correntes que me trouxeram uma outra forma de ver o nosso mercado de TI. Para quem não sabe, "eu saí" do jornal que “não dá para não ler” - mentira, dava sim para ficar sem ler - e mudei para uma empresa que não tem nada a ver com o mercado mídia.

Desde a época do Estadão (local onde jamais eu deveria ter saído) eu vinha pensando em trabalhar em algo que desse mais tempo para mim, para minha família e menos stress no dia-a-dia, mas estava complicado de achar algo que valesse a pena, financeiramente falando.

Quis o destino me desligar da Folha e em menos de 24 horas já estar empregado em outro lugar. Um lugar totalmente oposto ao que vinha trabalhando desde 2007, exatamente o que eu queria achar :-)

Estou enfrentando novos desafios nesse novo lugar. Ainda continuo sendo coordenador da equipe de infraestrutura, mas essa agora abrange tanto servidores Linux e Windows como PABX, algo totalmente novo para mim, afinal windows eu só usava para jogar e telefone para ligar… e olhe lá. Estou aprendendo muito sobre essas duas novas plataformas que eu nunca trabalhei e cheguei a conclusão que não trabalhar com “clique de mouse” e telefonia no passado foi a melhor escolha feita hehehehe.

Mas o que tem me deixado mais contente é o fato de o ambiente sem bem mais sossegado e controlável do que um ambiente grande como dos 2 jornais que trabalhei anteriormente. Comentando isso com meu irmão ele me fez uma pergunta:

“Mas é você que está acelerado demais ou a empresa que é devagar ? Eu acho que você que está vindo de lugares em que a resposta para as coisas precisava vir antes das perguntas”

Parei para pensar e cheguei a conclusão que ele está totalmente correto. Não é a empresa que tem um ritmo mais lento do que as outras. Ela tem um ritmo de trabalho NORMAL, como qualquer outro lugar NORMAL para se trabalhar. 

Estou conseguindo finalizar projetos, coisa que poucas vezes consegui fazer de ponta a ponta devido a correria do dia-a-dia ou devido a pessoas que falavam “tem que ser do meu jeito, porque é o jeito certo de se fazer”. Consegui trazer uma qualidade de vida melhor para mim, consigo sair para almoçar todos os dias no mesmo horário, não tenho que atender telefone todos os finais de semana porque não acharam o plantonista da equipe ou para responder perguntar idiotas. 

Não tenho que aturar 50 pessoas com ego inflado porque escrevem (com diversos erros de HORTOGRAFIA) para os maiores jornais do país. 

Voltei a trabalhar com pessoas que posso considerar mais do que amigos, afinal uma boa parte da equipe do estadão está trabalhando aqui e eles sabem separar o pessoal do profissional, sem misturar alho com bugalho.

Consegui até voltar a fazer um esporte. Depois de 18 anos sem subir em um skate, comprei um longboard e aos finais de semana eu consigo andar sem ficar preocupado se o telefone irá tocar, pedindo coisas não previstas e de ultima hora

O engraçado de estar falando isso é que o ultimo post desse blog foi “Quer ser um sysadmin ? Leia isso antes”, aonde a imagem mostra que se você quer ser um sysadmin você tem que:
  • escolher não ter vida
  • escolher não ter família
  • escolher não ter amigos
  • escolher não dormir
Pois bem, eu escolhi ter vida agora. Já coloquei minha família e minha saúde como prioridade e se não gostar, paciência, o mercado está cheio de gente disposta a se sacrificar “pela vida dos outros”.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Descubra o lado bom da vida: saia da rotina e vença seus medos

Hoje não vou postar nada de minha autoria, vou colocar um texto do meu grande amigo Bruno Neuberger, que descobriu que existe vida fora da T.I. Um dia ainda vou ter a coragem de fazer o que ele fez, enfrentar todos os medos de peito aberto e fazer o que der na telha. Fiquem agora com o texto do cidadão. 

Pulei de Pára-quedas !!


Enfim encontrei a coragem. Apesar de sempre ter vontade de saltar, sempre tive um medo de “e se o pára-quedas não abrir?”. Outra coisa que fazia era esconder essa vontade e transformar isso em taxação. Quando alguém me dizia que ia saltar, eu o chamava de maluco! Insano!

Algumas coisas vêm acontecendo em minha vida. Muitas mudanças! Minha cabeça está um turbilhão! “Sou um móbile solto no furacão”.

Um dia acordei com vontade de enfrentar meus medos, meus temores. E assim o fiz a partir desse dia. Além de coisas pequenas e médias, a primeira grande coisa que fiz foi ligar para o instrutor de pára-quedismo e agendar um salto. Uma mistura de ansiedade, medo e cada vez mais coragem de enfrentar tudo isso de peito aberto.

Chegou o dia e ninguém foi comigo. Peguei o carro, coloquei um óculos escuro, boné, camisa de “saltadores” e fui. Durante o caminho fui berrando uma música do Schtum chamada Skydiver. Às vezes alternava para O Vencedor do Los hermanos.

Chegando ao aeroporto de Jacarepaguá conheci o instrutor e uma rapaziada que estava lá. A cada pára-quedas sendo dobrado, a cada saltador que saia, a cada avião que decolava, eu ficava mais ansioso. Minha hora de saltar demorou, pois o tempo não estava 100%, então tivemos que esperar o tempo abrir. E abriu. 

Veste macacão amarelo, veste equipamento e vamos. Eu não pensava em nada no caminho até a pista de decolagem. Só ficava me afirmando “é isso que quero! Eu vou! Eu posso!”. Uma caminhada até o avião, muitas imagens bonitas! Uma pena estar sem minha nova fiel 100% companheira e recém comprada, câmera fotográfica. Minha mais nova paixão!

Repassamos todas as instruções, posições para o salto e comportamento. Agora, já com o avião alinhado para sair e ir para a pista, esperamos autorização da torre. Assim que a torre autorizou entramos no Cessna. Só tinha lugar para o piloto sentar. Do lado do piloto foi o instrutor encostado no painel, eu na frente dele e na minha frente o câmera. E só! Nada mais cabia no avião! 
Estamos taxiando com a porta aberta e eu olhando para o chão, o barulho do motor, o vendo em meu rosto, o sol, o cheiro de mato misturado com o cheiro do combustível, que sensação ótima. Fecho os olhos por um momento para degustar isso. Me lambuzo com esse sabor doce. O barulho aumenta e podemos decolar. Fechamos a porta, cuja qual estava sentado bem ao lado.  

O avião decola, e por ser um avião pequeno, sinto cada tremida, cada força e esforço do avião. Já ao começar a subir começo a ver a cidade. “Que cidade linda!”, penso. O avião vai subindo mais e a cada centímetro para cima, vou me impressionando mais com a imensa beleza. A cada centímetro para cima, meu coração vai batendo mais forte e mais forte. Uma mistura de êxtase e medo. Mas a cada vez que o medo surgia, eu repetia para mim “Eu posso tudo que eu quiser! Eu posso isso!”, e ficava mais leve.

A certa altura o instrutor começa a conectar o equipamento. 3.000 m de altura. Sempre repetindo para mim “Estou aqui! Fica tranqüilo! Confia em mim! Olha como o equipamento está OK!”. Até que ele abre a porta. Olho para a minha esquerda aonde antes havia uma porta e vejo que ao meu lado não há chão por perto.

Nesse momento sinto um aperto nas entranhas e de novo o pensamento de medo me toma conta ao meio daquele barulho de vento absurdo! Repito para mim “Eu quero, eu posso e eu vou enfrentar esse medo!” e isso me dá coragem para prosseguir. Fico pendurado para fora do avião enquanto o instrutor se posiciona com o câmera.

No instante seguinte nos lançamos ao nada. Me joguei de peito aberto! Arrisquei saborosamente! A minha vida a 3.000m de altura sendo jogada de um avião! Que delícia! Minhas entranhas deram um nó! Meu espírito saiu do meu corpo! Demos uma “cambalhota para trás” até estabilizarmos em queda livre. Meu espírito voltou. Nesse momento começo a pensar na minha liberdade, pois naquele momento eu era o homem mais livre do mundo! Eu era o homem mais livre do mundo para sempre! Bastava eu querer! Quando percebi, em fração de segundos, que a vida é maior do que isso que tenho remoído, que a vida é mais bela que tudo isso, que é maior e mais pura, comecei a gritar, a curtir o momento! Eu sou livre! 
E quebrei mais uma barreira do medo! Derrubei mais um mito em plena queda livre a mais de 200 km/h! Eu tenho coragem!

Foi a melhor sensação da minha vida! O vento, o cheiro, a temperatura, o sol, o gosto o céu, das nuvens! Que sabor maravilhoso! Fecho meus olhos e sinto o prazer me tomar conta! Volto a abrir os olhos e a agradecer por aquilo! A ME agradecer! Continuo a queda livre, gozando desse prazer!

O pára-quedas abre e nem foi um tranco como temia! Meu saco não foi esmagado! UFA! Assim que o pára-quedas abre, para desenrolar a corda, sei lá, ele dá uma volta e me deixa de frente para o mar. Nesse momento o silêncio, a paz e a serenidade tomam conta do todo. Penso comigo como a cidade é linda, como a vida é breve, como temos que viver intensamente e amar, ser amados por todos, como tudo é belo.

Então o instrutor fala algo para mim e eu respondo “Bicho. Obrigado, irmão! Isso aqui é uma das paradas mais fodas que já fiz na minha vida! Isso aqui é lindo! Essa cidade é linda! Nunca me imaginei fazendo isso! Obrigado!!!”. Voltei para o meu momento “zen” e curti o visual, as ondas no mar, o mar, a imensidão do mar, as montanhas em volta, o colosso que é essa cidade. Um visual fantástico! 
Indescritível! Olhar para baixo e sentir e ver teus pés balançando sem nada em baixo é engraçado e gostoso! Você pode pedalar as nuvens.
Pego os comandos do pára-quedas e vou para onde quiser. Vou para direita, vou para a esquerda. Vou para onde o vento soprar! Isso sim é vida! Que liberdade. O sabor da liberdade é fantástico! A vida é liberdade! Vou viver e sentir essa liberdade! E o vento sopra e me leva. Let it be!

Hora de pousar. Levanta a perna, segura e vamos que vamos. Caímos sentados e eu só agradecia a mim, a Deus e ao instrutor por tudo aquilo. O salto acabou, mas o sabor ficou tatuado em mim! Vou repetir sim! Um dia. Hoje não... Ainda estou vivendo a melhor coisa que me aconteceu. 

Mais fotos:




Vídeo: 




Comentários:

1 - O título que ele me enviou originalmente era: "Quando a lagarta se transforma em borboleta", mas achei muito gay, então mudei para esse ai.
2 - Pensei que ele ia beijar o instrutor.

Achei legal o texto dele, ele resumiu o que muitos estão sentindo nesse momento. Se sentindo presos, amarrados. E se nós não derrotarmos as barreiras que nós mesmos colocamos, não é possível chegarmos em lugar nenhum. É melhor se arrepender por coisas que fizemos do que se arrepender de coisas que NÃO fizemos.

RIP Mandic

 Fica aqui minha homenagem para o @mandic [dono@vida - ~ @12:19:36]  1:> sudo minicom COM1:mandic > UPTIME  24090 days > AT+CMGS=...