quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Campus Party estaria sobrecarregando rede Speedy em São Paulo?


Queixas de usuários paulistanos que não estão conseguindo se conectar à Web usando o serviço Speedy, da Telefônica, chegaram à Redação do UOL Tecnologia.

Chama a atenção o fato de que a totalidade dos "sem conexão" reside nas cercanias da Bienal do Parque do Ibirapuera, nos bairros de Vila Mariana, Paraíso e Itaim.

Essa proximidade, aliada ao fato de que os participantes do evento tecnológico Campus Party (patrocinado pela Telefônica e dotado de conexões Speedy) estão baixando 24 TB diários - matéria aqui -, levanta suspeitas de que a rede da empresa não estaria suportando a voracidade dos campuseiros. Ao menos é o que circula no mercado.

A hipótese, no entanto, é negada pela Telefônica. "A rede que o Campus Party utiliza, de 5 Gbps, é totalmente independente e foi montada exclusivamente para o evento. Ela não se encontra com a rede pública do Speedy e tampouco a canibaliza", informou a assesoria da imprensa da empresa. "O que pode estar acontecendo é um mero problema técnico que se soluciona por meio do contato do usuário com o serviço de atendimento ao cliente".

E a culpa de tudo isso é do Bit torrent, que está liberado no Campus Party. Marcelo Branco, um dos coordenadores da Campus Party, comentou sobre o uso do Bit Torrent.

"Impedir o BitTorrent é censura prévia. Isso sim é crime". A frase contundente e o tom bravo denotam bem a opinião de Marcelo Branco, um dos coordenadores da Campus Party, sobre o download de músicas por conexão P2P.

"Só nos EUA, baixar música é crime", alfineta ele. "Na legislação européia e na brasileira não há impedimento", diz ele. Branco faz uma analogia para defender o uso desse tipo de programa: "Você acha justo fechar as estradas só porque alguns motoristas infiringem as leis?"

Branco prossegue argumentando: "Se alguém baixa pedofilia no PC, ele é o criminoso, não o provedor. Não faz sentido censurar o tráfego, pois a idéia da Campus Party é ser livre. Confiamos no bom senso de quem está aqui".

Assim, a Telefônica, provedora da estrutura de TI na Campus Party não bloqueou programa algum. O resultado é o download de música e jogos pelos campuseiros aqui no Ibirapuera.

Um dos jornalistas do UOL escreveu:

"Que ninguém nos ouça, mas até os coleguinhas jornalistas estão usando o BitTorrent. Dá para baixar 12 GB em seis horas", diz um deles, que preferiu não se identificar, claro.

Queria ter ido lá apenas para usar a rede P2P :D

Fonte: GigaBlog

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