segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Prefeitura de São Paulo: Andando para trás ? Talvez

Recebi uma mensagem por email que realmente me deixou com a pulga atrás da orelha. A Prefeitura de São Paulo fechou uma parceria com a Micro$oft para colocar windows em todos os telecentros de São Paulo.

Segue abaixo um trecho do texto que esta disponível no site da prefeitura:

"A Prefeitura de São Paulo firmou parceria com a empresa Microsoft para a realização de projetos de inclusão digital e aumentar a oferta de computadores e o acesso à internet para pessoas carentes. A cerimônia foi realizada nesta terça-feira (16/10) no prédio da antiga Gráfica Municipal, que sedia a primeira Incubadora Municipal de Projetos Sociais Auto-Financiados. O prefeito, acompanhado pelo presidente da Microsoft Brasil, Michel Levy, também inaugurou o Telecentro Incubadora.

A parceria prevê a criação de Telecentros multimídia e com acessibilidade e de um centro de reciclagem de computadores. Também participou da solenidade o secretário de Participação e Parceria.

"Telecentro é prestação de serviço. É a Prefeitura fazendo com que a comunidade carente tenha acesso ao conhecimento. E este conhecimento está inserido no contexto de priorizar ações que fortaleçam a Educação, que é nossa maior meta", afirmou o prefeito. Ele comemorou a parceria com a empresa. "Estamos investindo em Educação, Trabalho e expandindo nossa rede de Telecentros. Hoje, de uma maneira diferenciada, estabelecemos parceria com a Microsoft que vai possibilitar a manutenção efetiva e rápida nos nossos equipamentos, dando mais qualidade aos serviços prestados".

A partir da assinatura do protocolo, a Microsoft cederá licenças de software para todos os novos Telecentros e, gradualmente, para os que já estão em operação. Isso facilitará o acesso a programas mais sofisticados e que permitam a utilização dos recursos na execução de projetos de capacitação profissional. Os Telecentros operam atualmente com softwares livres - sistema operacional Linux e o pacote de utilitários Open Office."

Se vocês perceberam, eu grifei "centro de reciclagem de computadores". Agora vem cá... desde quando que se consegue reciclar computadores antigos com Windows ?? Só se for a reciclagem de jogar o atual fora e comprar um novo 2x mais potente para rodar a nova versão do SO - vide Windows Vista.

Mais uma vez nosso querido prefeito Gilberto Kassab anda fazendo coisas boas pela cidade (nem tanto), mas tirar um software livre para colocar um proprietário ? Complicado não ?

Mas vejo o lado 'bom' da coisa. 95% das empresas hoje em dia trabalham com a venda casada: Windows + MS Office e quando uma pessoa vai a um telecentro (já fui e é muito bom !) lá ela usa Linux + OpenOffice, que é muito diferente para se aprender e a se trabalhar para quem é leigo.

E acho que nesse ponto, de realmente ensinar a pessoa a ferramenta que ela vai utilizar é ótimo, mas acho que deveria continuar com SL para se ter uma nova 'forma de vida' com relação a informática.

No site eles falam que a Microsoft vai 'ceder' as licenças, mas com certeza alguém levou uma BOLADA gigantesca e vai sobrar para o contribuinte isso.

Vamos ver se realmente é real isso, ou é mais uma jogada de marketing da MS. Igual a que ela fez com o iG falando que eles tinham colocado tudo MS la dentro e que na realidade foi apenas jogada de marketeiros.

Link do texto completo no site da prefeitura de SP:

http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade/noticias/index.php?p=19241

Beatle Barkers: Nunca vi mistura melhor

Você gosta de Beatles ? E de cachorros ?

E se você juntasse Beatles + Cachorros ? O que poderia sair ? Saiu uma 'banda' cover inglesa chamada Beatle Barkers.

Simplesmente Genial ! Imagine Love me do, Can't buy me love, All my loving, Hard night's day - essa com participação especial das cabras :D - sendo todas latidas por nosso amigos de quatro patas.

Me pergunto quem foi o beatlemaniaco que teve a paciencia de editar milhoes de latidos e compilar eles como música. Só pode ser um cara que não tinha o que fazer mesmo, mas por incrivel que pareça, deu muito certo !

Já estão no segundo disco e tocando igual doido nas rádios de Londres.

Para ouvir a 'banda' basta entrar aqui:

http://www.seeqpod.com/music/?q=beatle+barkers

Mais links:
http://www.muchmusic.net/node/808


Quem sabe agora eu consigo ganhar dinheiro com o meu DOG

Apesar que esse ai, da forma que é encrenqueiro só vai poder latir musicas do Eminem, Xzibit e etc :D

PS: Eri e Flávia ... renda extra no Canadá meus amigos, bota Pingo, Hurd, Pipe e Dot para trabalhar ! O quarteto de Halifax, estilo Back Street Boys.

sábado, 17 de novembro de 2007

US$ 3398 por um HD de 10MB



Com as seguintes chamadas para o publico alvo:

More Storage !
More Speed !
More Value !
More Support
!

Um HD de míseros 10Mb custou mais de R$ 6.000,00 !!!

Saudosismo pouco !! Quem daqui é dessa época? Estou um pouquinho longe dessa época. Mas um tão sonhado HD de 10Mb custava o preço de um carro, e cabia MUITA coisa (na época).

Lembro que no meu 486 DX2 66 eu tinha um HD de 512Mb, em que eu achava que era um espaço que nunca acabaria, convencido depois de ver o anúncio do meu PC no feito pelo CARA de vendas, o Luís Galebe no Shop Tour em uma época que eles nem tinham canal próprio - ainda encontro ele para falar que ele me enganou e que vou processa-lo por propaganda enganosa EHEHEHEH.

Tinha instalado, além do sistema operacional (DOS 6.22 e Win 3.11), vários jogos e programas - além de compiladores de Basic e Clipper (se não me engano era o Summer ‘87).

A informática tem esse poder de evolução: em questão de anos, consegue transformar o anúncio de algo tão sonhado em carta de humor, ou ínfimo ítem de colecionador.

Agora, imaginem o preço de um HD de 1TB Hitachi Deskstar 7K1000 7200RPM SATA II Hard Disk Drive- 32MB Buffer que hoje esta saindo por miseros $429.95 na época desses 10MB :D

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Max Payne: O filme



Um dos melhores jogos que já tive a oportunidade de jogar virou filme. Pelo teaser, o filme tem o mesmo clima do jogo.

Vamos ver se Max Payne se sairá tão bem no cinema como nos games.



Site oficial: http://www.payneandredemption.com

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Project Torque

Como essa semana é curta, resolvi colocar aqui um jogo que esta me deixando algum tempo na frente do PC fora do horário de trabalho e claro que a dona encrenca não esta gostando :D

O jogo é o Project Torque, um COAR (Competitive Online Arcade Racer), um MMORPG de corrida muito bom e muito viciante também. É uma mistura de Gran Turismo do Playstation com Need for Speed Underground e é uma mistura que esta dando muito certo, porque os servidores vivem cheios (e sempre tem vaga) e já encontrei uma porrada de Brasileiros jogando nos servers.

A idéia é muito legal, você no começo escolhe um carro de sua preferência, eles tem potência, grip, aceleração diferentes um do outro e o que você achar que lhe cai melhor é so escolher a cor e ir para o abraço.

No inicio é meio complicado você chegar entre os 3 primeiros, mas com o tempo e com os tutoriais voce acaba pegando o jeito e a galera corre pra valer, não brinca em serviço e quem tiver o carro e o "dedo" mais apurado ganha a corrida.

Como em qualquer RPG, existe a contagem de experiência do jogador, XP, que sobe conforme o seu desempenho na pista, dificuldade da corridae etc. Existe também 2 tipos de pontos para você comprar peças para melhorar o seu carro. Os "RP" que é "di gratis" que você ganha no final de cada corrida e os "AP" que você compra com dinheiro real no site para comprar as peças.

Claro que se você comprar os "AP" você consegue comprar mais rápido aquele UPGRADE que você tanto sonha, eu por exemplo, para comprar um modulo de injeção eletrônica gastei 2500 RP, mas se eu tivesse AP, gastaria apenas 20.

Não pense que o Project Torque é limitado por ser gratuito, muito pelo contrário. Ele possui gráficos e recursos compatíveis com os títulos pagos do mercado. Uma das coisas mais incríveis é você ver a troca de marcha que o "piloto" faz, o trabalho de pé e de braço no volante. Eu jogo também o GTR2 e o Project Torque não fica devendo em nada para para ele.

Existe 3 modos de jogo:

- Versus Mode — Uma corrida normal contra outros pilotos online.
- Capture the Flag — Uma corrida onde o objetivo é capturar o maior número de bandeiras possível em um determinado período de tempo.
- Explorer — Uma experiência casual para explorar os diversos ambientes do jogo e ganhar pontos

A combinação gratuito + online + bons gráficos + diversas opções parece impossível. Bem, impossível ela não é, mas certamente é rara. Então, Project Torque é download obrigatório para qualquer admirador dos jogos do estilo.

Site oficial e download: http://project-torque.aeriagames.com/

Videos:


sábado, 10 de novembro de 2007

Um dia de fúria...



Realmente existe dias que a maior vontade é fazer exatamente isso. Principalmente as marretadas :D :D :D

vi, vim e venci


Adorado como religião, o VIM duela com o Emacs na preferência dos linuxers

Primeiro uma apresentação breve. O vim é o sucessor mais difundido do vi, que é filho do ex com o ed, que por sua vez são filhos do qed, e por aí vai. O "vi" é a sigla de Visual Interface. Note que naquela época (início dos anos 80), não era comum como hoje, você ter um editor de textos visual, ou seja, você ver na tela o texto que está sendo editado. Tente imaginar como é editar um texto sem vê-lo. Quer tentar? Experimente o editor ed, presente em qualquer distribuição Linux.

Muito mais tarde, em 1992, apareceu no mundo Unix um concorrente do vi, o vim (de "Vi IMitator", o imitador do vi) e logo se tornoupopular, pois além de ser um clone muito bem feito do vi, possuía muitas outras funcionalidades, como uso da tecla TAB para completa r nomes de arquivos, vários níveis de "undo" (desfazer comando), reconhecimento de sintaxe e histórico de linha decomando.

Então de "imitator" ele passou a ser chamado de "Vi IMproved", o vi melhorado. O vim se tornou padrão em sistemas Linux, onde o /bin/vi é uma ligação simbólica para o /usr/vim, e conseqüentemente, a grande maioria usa vim, mas acha que usa vi. Acabaram quase que virando sinônimos, mas, lembre-se, vi é diferente de vim, e é sobre ele que este artigo comentará.

Apesar do vim ser um editor de textos extremamente voltado para programação, ele também é poderoso para editar textos comuns (como esse) e possui muitas funcionalidades avançadas que outros editores gráficos como o Microsoft Word® têm, como abrir vários arquivos ao mesmo tempo, autocorreção, auto-identação, seleção visual, macros e outras que outro editor nem sonha ter, como seleção vertical de texto, interação total com o sistema operacional, uso de expressões regulares, sintaxe colorida, etc.

O vim não é uma exclusividade de sistemas Unix, ele já foi portado para várias outras plataformas, como Amiga®, MacOs®, SunOs®, DOS®, Windows® e muitas outras. E como atrativo maior para os usuários novatos, também existe o gvim, para usar no X, com o mouse, menus, botões e todas as facilidades de uma aplicaçã o gráfica. Sendo o gvim apenas uma interface mais amigável do vim, todas as funcionalidades deste funcionam naquele.

Então vamos começar nossa viagem ao mundo maravilhoso do vim. Primeiramente, a característica básica dele: ele tem dois modos de operação, um de inserção, em que as let ras do teclado são puramente letras, como em qualquer outro editor, identificado por um "-- INSERT --" na parte inferior esquerda da tela, e o outro que é o modo de comandos, em que as letras são comandos de edição e é o modo padrão ativo quando você abre um arquivo no vim. Para entrar no modo de inserção basta digitar i. Para sair do modo de inserção e voltar ao de comandos, basta apertar a tecla Esc. Todos os comandos que serão apresentados neste artigo deverão ser executados no modo de comandos.

Pode parecer redundante dizer isso, mas para quem não está acostumado com os dois modos, no início pode confundir um pouco. E Se você entrou no vim e não faz idéia de como sair, basta um ZZ. Lembre-se, no modo de comandos.

Sendo um editor de textos feito para funcionar no modo texto, ele tem suas limitações visuais, que não lhe permitem deixar uma palavra em itálico por exemplo. Mas o que pode ser feito, o vim faz. Por exemplo, como centralizar a linha atual? Basta um :ce, ou o nome completo, :center. De maneira similar temos o :left e o :right. E para fazer isso em várias linhas? Temos a seleção visual no vim também.

Digite v e com as setas selecione o texto, depois um :ce centraliza todo o texto. Como característica tradicional do vi, um mesmo comando com letra maiúscula faz uma operação complementar, ou similar, mas com uma variante. No caso da seleção, se usar V (Shift+v) ao invés de v, a seleção automaticamente pega a linha toda. E para seu deleite, e inveja de outros editores, com o Ctrl+v, temos a seleção vertical! Como selecionar as três primeiras letras de várias linhas? O Ctrl+v faz isso pra você. E seguindo essa filosofia podemos deduzir o funcionamento de outros comandos do vim. Mais um exemplo: o comando x apaga um caractere à direita, enquanto o X apaga à esquerda (como as teclas Delete e BackSpace).

Também podemos editar dois ou mais arquivos ao mesmo tempo e ver todos simultaneamente, separados horizontalmente. Experimente, editando um arquivo qualquer no vim, digite :split /etc/passwd. Para alternar entre as janelas, basta dois Ctrl+w (w de window). Como na linha de comando, a tecla TAB funciona para completar nomes de arquivos (e também de comandos do próprio vim). Então no "split" acima, apenas um :split /etc/pas já funcionaria.

Já que o TAB foi citado, no interpretador de comandos bash, basta digitar set -o vi para utilizar os comandos do vi na linha de comando. Procura, substituição, deleção, entre outros para agilizar seu uso do console.

Para escritores de textos em geral, o vim tem facilidades muito úteis. Uma delas é a autocorreção (abbreviation), que funciona como apelidos, por exemplo :ab AMJ aurélio marinho jargas. Então sempre que eu estiver digitando um texto qualquer e digitar AMJ, o vim automaticamente o expandirá para meu nome completo. Outra característica simples e eficiente é a definição de marcas ao longo do texto. Por exemplo, na linha em que começa a conclusão do texto, você faz uma marca de nome `c': mc, em que m é o comando de marcação e c é o nome da marca, que pode ser qualquer letra ou número. De maneira similar, na introdução você pode fazer um mi e no meio do texto você faz um mm. Para pular para uma marca o comando é `. Então para ir para a marca c, da conclusão, basta um c'. Infelizmente como nós utilizamos o sinal ` para representar a crase, fica incômodo utilizá-lo como comando. A solução é fazer um mapeamento de teclas, por exemplo mapear esse comando para a tecla de função F4: :map . Pronto, agora para irmos para a marca``c', basta digitar c.

Com o mapeamento de teclas, podemos colocar qualquer seqüência complexa de comandos do vim numa tecla de função. Mais um exemplo, um mapeamento útil para inserir a data atual pegando a saída do comando do Linux chamado date, fica :map r!date. O `r!' joga para o arquivo a saída do comando date e o `cr' representa a tecla Enter.

Para programadores, o vim só falta codificar, pois do resto ele toma conta. O principal é o reconhecimento automático da sintaxe de várias linguagens de programação. Na versão 5.5, são mais de 150 linguagens e padrões, que vão desde as mais famosas como Python, C, Perl, Clipper e sql até monstros como dracula, simula e z8a. O vim identifica a linguagem, colorindo o código, tornando imediatamente visível qualquer erro cometido pelo programador, enquanto este digita (:set syntax on). Tem identação automática (:set autoindent), utilizando tabulação ou espaços (:set expandtab) e mostra o par que complementa as chaves e colchetes quando você os fecha (:set showmatch). E para fechar, ele converte todo o código colorizado para HTML, para você imprimi-lo (2html.vim). Imbatível.

E para os aficcionados, o vim tem uma linguagem própria de programação, em que você pode construir seus próprios comandos, utilizando algoritmos e várias funções pré-definidas como qualquer outra linguagem de programação. Como conseqüência direta disso, existem vários aplicativos feitos pelos usuários que rodam dentro do vim, sendo talvez o de maior expressão um leitor de correio eletrônico inteiramente feito com funções do vim e Perl, chamado vine.

A maioria dos comandos aqui citados que começam com :, são comandos de configuração, e para você não ter que digitá-los a cada vez que entra no vim, ele tem um arquivo de configuração, que fica no diretório base do usuário:

~/.vimrc. Veja nas referências um endereço em que tem um 2Evimrc comentado em português.

Outro tópico interessante são os dígrafos. Para sistemas que não têm solução de acentuação ou que estão mal configurados, o vim resolve o problema. Enquanto digita o texto, basta um Ctrl+k seguido dos dois caracteres que compõem o dígrafo, assim:

á = Ctrl+k `a
ç = Ctrl+k ,c
® = Ctrl+k rO
para uma lista completa de todos os dígrafos, :dig. E todas essas funcionalidades estão extensivamente descritas na documentação on-line que acompanha o editor :help, que pode ser facilmente "navegada" entre tópicos, como numa página HTML, e é um exemplo de documentação eficiente de um programa, com cerca de 1Mb de texto puro!

A tecla Tab ajuda muito aqui também, então para ver os tópicos de ajuda sobre o mouse por exemplo, :help mous.

Para este ano de 2000, a versão 6.0 promete duas funcionalidades há muito pedidas pelos usuários: "vertical split" : ver dois ou mais arquivos abertos na tela, separados por barras verticais; "folding": como no MS Word, você ter aquela visão estruturada, dos tópicos do documento, expansível e retrátil. É difícil de implementar e será um marco na história do vim.

Um detalhe peculiar é o fanatismo e fidelidade ao programa que existe por parte dos usuários. É como se fosse uma religi&a tilde;o, uma seita, em que todos os seguidores defendem seu editor até o último argumento e uma preferência por outro editor pode gerar segmentação de grupos.

O vim tem um arquiinimigo, que se chama emacs, e tem usuários igualmente fanáticos.

É desnecessário dizer que quem usa vim odeia o emacs e vice-versa. Discussões entre usuários dos dois editores são intermináveis e são chamadas de "guerras santas ". E não poderia ser diferente, pois esses editores seguem filosofias completamente opostas.

O emacs tenta ser uma central de aplicações, tendo embutido nele várias outras tarefas que normalmente não estão num editor de textos como telnet, navegador, jogo e leitor de correio eletrônico/notícias, entre outros, e todos os seus comando s são mnemônicos e extensos como: calendar-mouse-insert-islamic-diary-entry e gnus-summary-lower-same-subject-and-select.

Enquanto isso o vim é apenas um editor de textos, para editar textos! Seus comandos são todos compostos por uma ou duas letras (ou símbolos), como p, x, /, # e gq. Simples, rápido e eficiente.
E se mesmo com tudo isso você ainda não se convenceu do quão bom o vim é, saiba que ele é chamado de "charityware", algo como software de caridade, pois apesar de ser um aplicativo de livre distribuição, doações são incentivadas para ajudar órfãos de Uganda, na África. O autor do vim, Bram Moolenaar, já esteve lá e se comoveu tanto com a situação, que além de ajudar na construção de uma escola para as crianças, quando voltou à Holanda, criou uma fundação, que só em 1998, conseguiu arrecadar US$12mil! Para mais detalhes: :help uganda. Se você não achou o vim atraente, pelo menos considere o fato de usá-lo pelo lado humanitário &:)

Update: Fonte: Original em http://aurelio.net/doc/rdl/vi-vim-venci.html - Valeu Eri !

terça-feira, 6 de novembro de 2007

VirtualBox: Avaliação após 5 dias de uso


Como havia escrito aqui antes, instalei o VirtualBox para substituir o VMWare e o VirtualPC como ambiente de virtualização em minha máquina.

Gostei muito dos resultados iniciais do VirtualBox e resolvi realmente migrar em definitivo para ele, deixando de lado o VMWare e o VirtualPC (esse ultimo por não rodar no Linux).

Instalei uma VM padrão para os testes que tenho fazer por causa de empresa: Windows 2000 + GIS + Rede. Fiquei em torno de uns 4 horas instalando esse conjunto e por ser em Java o GIS demora um bocado para instalar, mas no final, nenhum morto ou ferido, a VM subia muito rápido e ocupava muito menos processamento, memória e SWAP do que o VMWare/VirtualPC.
Foi quando depois de tudo funcionando fui testar a principal funcionalidade de uma VM:

A Portabilidade

Iniciei meu Ubuntu velho de guerra instalado na maquina via Wubi (próximo post será sobre esse incrível instalador) e instalei o VirtualBox nele para ver a VM funcionar. Criei a VM no VirtualBox utilizando o HD já existente da instalação anterior e Parabim Parabum o Windows iniciou normalmente, quer dizer, nem tanto assim.

A configuração de rede não funcionou, havia criado uma interface virtual para acessar o Win2K e ele não ter acesso a internet (por motivos óbvios), mas creio que isso será resolvido facilmente lendo os FAQs do VirtualBox. Mas o maior problema não foi esse e sim a pior coisa que pode acontecer em um sistema operacional:

Arquivos Corrompidos

Depois de ter testado a VM no Linux, precisei voltar para o Windows para copiar alguns arquivos que estavam faltando para o trabalho normal com o SOA, mas quando tentei iniciar a VM no Windows, recebo a seguinte mensagem:

Na mesma hora lembrei da célebre onomatopéia de Homer Simpsons:


Sinceramente não entendi o que aconteceu, sendo que não houve deleção nenhuma de arquivos, alteração nenhuma de nadica de nada. Até que resolvi fazer um outro teste.

Instalei novamente o Win2K na VM no windows, bootei a vm, desliguei, entrei no linux, bootei a VM , desliguei, voltei para o Windows e... funcionou perfeitamente. Mas percebi uma diferença entre esse teste e o anterior e que não me atentei.

No teste anterior, eu havia criado um Snapshot - salvar o estado atual da máquina para que não seja necessário iniciar tudo novamente quando startar a máquina pela segunda vez, um "hibernate" falando a grosso modo - da VM já com o SOA ativado e quando iniciei a VM no Linux, não havia o tal snapshot criado, mas retornando ao Windows o snapshot estava lá.

Dessa vez não criei o snapshot e fui verificar se a VM iniciava normalmente no Linux e depois no Windows novamente.

VM no Windows:

VM no Linux:


Não salvando o "estado" da VM a portabilidade funciona perfeitamente, mas isso não é muito interessante para mim, então resolvi fazer outro teste com apenas um snapshot e agora funcionou da forma que deveria funcionar. Mas vou testar isso mais a fundo, pois podemos ter problema de arquivos corrompidos em máquinas virtuais, pois ai o conceito vai totalmente para a casa da cucuia.

Mas fica o alerta:

Cuidado com os Snapshots no VirtualBox