quarta-feira, 31 de outubro de 2007

VirtualBox: Uma solução agradável para virtualização

A algum tempo utilizo maquinas virtuais para testar distribuições Linux, ferramentas, windows virtual e etc. A algum tempo estava utilizando o VMWare em sua versão bucaneira aKa crackeada. Mas resolvi partir para outros virtualizadores. No linux tentei usar o XEN e foi uma catástrofe, não consegui muita coisa e por falta de tempo para pesquisar e estudar, deixei ele de lado e temporáriamente desisti da virtualização sem sem pelo VMWare.

Pois bem, no meu notebook tinha um dualboot com Fedora e com Windows XP, mas a uns 3 meses, o HD que tinha o Linux instalado no note simplesmente queimou, foi para o espaço, bateu a caçuleta, vestiu o pijama de madeira e infelizmente fiquei apenas com o windows instalado na maquina para trabalhar. Resolvi testar o VirtualPC da microsoft, que por incrivel que pareça é gratuito e funciona muito bem, um dos melhores softwares da microsoft que já utilizei. Quer dizer, não tão bem assim...

Estou trabalhando com SOA, um produto chamado Gentran Integration Suite, GIS para os intimos. Ele é inteiramente escrito em JAVA e como vocês já imaginaram, subir um SOA em JAVA em uma maquina que não é assim uma Brastemp é um parto, então com a maquina virtual a situção ficava um pouco melhor subindo o server em uma maquina virtual.

Mas ontem, tive um problema sério com gerenciamento de memoria com o VirtualPC e tive quase que 4 horas de briga com o VPC+GIS então resolvi testar o VirtualBox, que é um clone discarado do VMWare, mas free.

Existe uma diferença gritante entre o VMWare e o VirtualBox: A instalação dos sistemas, sem mistério algum e nos recursos que ele oferece. Emula quase tudo o que voce precisa e é extremamente leve, quase tão leve quanto o VirtualPC.

O som é transportado via ALSA e até mesmo devices externos como pendrives são transportadas sem nenhum problema para a maquina virtual!

A rede então, para a minha surpresa, existe uma opção de voce usar a rede do "hospedeiro" que nada mais é do que uma rede que apenas a maquina virtual e a hospedeira enxergam. Ativando ela, automaticamente é criado uma interface na maquina hospedeira com DHCP para a maquina virtual acessar, fantástico.

Muito show de bola, o legal é que também oferece uma ferramenta similar ao vmware-tools instalando drivers para melhor usabilidade da máquina virtual!

Já comecei a instalação dos sistemas no VirtualBox, agora a noite foi a instalação do Windows para o ambiente de testes com o GIS, e após tudo configurado, estarei instalando o CentOS para instalar também o ambiente de testes do GIS e das minhas programações loucas no Java e em C.

Para quem não conhece a ferramenta, aconselho a pelo menos fazer um teste e tenho certeza que vocês não vão se arrepender.


Links: VirtualBox, VMWare, VirtualPC

FUD - Medo, Incerteza e Dúvida


Esse post foi originalmente escrito no blog do meu grande amigo Eri aKa MainMan "Verme" e por incrivél que pareça eu estava preparando um post parecido com esse. Mas como meu cumpadi escreveu bonito, estou colocando ele aqui também. Beju fofinho !!

FUD é uma sigla em inglês que significa “Fear, Uncertainty and Doubt” ou em português “Medo, Incerteza e Dúvida”.

De acordo com a definição da Wikipedia, o FUD é uma estratégia de marketing e relações públicas que normalmente tem como estratégia tentar influenciar o público através de informações negativas e vagas sobre algo.

Quem é da área de IT está cansado de ouvir estar expressão e sabe que a empresa que mais utiliza esta tática é a Microsoft. (Verificar link da Wikipedia que tem as referências).

Em um dos seus vários ataques FUD ao Linux, Steve Ballmer (CEO da Microsoft) largou mais uma pérola: O Linux é comunista. Ou seja, resolveu jogar sujo. Já que não dá pra competir tecnicamente e o mercado está cada vez mais adotando o Linux, vamos jogar areia no pessoal do departamento de tecnologia falando pros chefes deles (consequentemente os donos da grana) que Linux é coisa de comunista.

Lógico que houveram reações e artigos como este que batem de frente nas afirmações dele de Bill Gate sobre o assunto, mas sempre tem um ou outro que sem nenhum conhecimento de causa, estudo prévio ou discernimento sobre o assunto que resolve falar pinça um FUD de anos atrás e resolve tomar as dores da Microsoft.

Vemos aqui um exemplo claro de um cidadão totalmente despreparado falando, com o perdão da palavra, merda.

Eu sempre achei no meu íntimo que “professor” é um cidadão que não teve competência pra sobreviver no mercado de trabalho e resolve “ensinar” para seus alunos aquilo que nem ele aprendeu. E pior: Quando ele não aprendeu já estava desatualizado. Agora então nem se fala. (Veja este vídeo sobre isso).

Então quando um cidadão desse resolve abrir a boca, não se pode esperar muito mesmo. Vamos citar alguns trechos:

É difícil de imaginar que alguém acredite que um empreendimento como o Linux possa ser realizado por pessoas totalmente despojadas e que não pensam e não precisam ganhar dinheiro.”

É difícil imaginar que alguém imagine que outros imaginam isso. Entendeu? Precisa ser muito alienado para achar que ninguém sabe que o Linux tem um custo e alguém paga este custo.

Bilhões de dólares são movimentados neste negócio e quem opta por usar o Linux, ao invés do Windows, gasta muito dinheiro!”

Inclusive agradeço a todos os meus clientes que sempre me pagaram muito bem pelos meus serviços relacionados a Linux e software livre.

Tente instalar o Linux em seu computador e começar a operar. Você começará por comprar livros, fazer cursos, participar de chats e comunidades no orkut, etc. O tempo gasto será absurdo (time is money, lembram-se?), até que você consiga fazer as mais triviais operações com o novo sistema operacional.

HUahuahuahua… Este senhor com certeza nunca passou a menos de 100 metros de um computador rodando Linux. E com certeza também nunca passou 4 ou 6 horas na frente de um computador tentando fazer o Windows reconhecer a placa de vídeo ou de som. Mais uma vez repito: Se não sabe, não fala nada que fica menos feio.

Quando você for adquirir algum software aplicativo específico para funcionar com o Linux, você verá o quão graciosa é sua empreitada.

Sinceramente não entendi o que essa frase significa…

Pensar em usar o Linux para lutar contra o bicho papão da Microsoft, ou porque o Linux é feito por monges trapistas, é uma quimera.

FUD de novo. O Linux não foi criado para “lutar” contra a Microsoft. Ele foi criado para ser um sistema compatível com Unix para plataformas x86. Na época que ele foi criado as primeiras máquinas x86 estavam começando a ficar populares, mas as únicas opções de sistema operacional para rodar eram o Unix e o DOS. O Unix custava uma fortuna e o DOS era um lixo que não conseguia utilizar nem metade da capacidade da máquina. Então se o Linux veio pra “lutar” contra alguém, foi contra o Unix.

Monges trapistas? Também não… Hoje por trás do Linux estão empresas como IBM, Novell, Oracle, Red Hat, Google, Sun e diversas outras grandes empresas com ações na bolsa e fins totalmente lucrativos.

Eu mesmo, na minha humilde condição de zé-ninguém, estou muito interessado no meu salário no final de um mês trabalhado com software livre.

Uma última palavra: falar em domínio da Microsoft, vá lá. Falar em monopólio da Microsoft é uma piada. Aliás, para entender o que é monopólio não é preciso consultar compêndios econômicos, basta ir ao Aurélio que diz: tráfico, exploração, posse, direito ou privilégio exclusivos. A única exclusividade da Microsoft é ser malhada pelos esquerdistas mundo afora.

Engraçado. Sabe quem discorda do professor? A comunidade européia, que processou a Microsoft por monopólio (e ganhou). Deixa eu ver… Em quem eu acredito?

O que realmente me deixa em dúvida é o seguinte: Defendo o software livre porque a superiodade técnica é indiscutível. Defendo o software livre porque tenho uma flexibilidade gigantesca. Defendo o software livre porquê sou ajudado e ajudo outros que, como eu, são auto-didatas. Mas acima de tudo, eu defendo o software livre porque é meu ganha-pão.

Agora, porque alguém que não seja funcionário ou beneficiário da Microsoft defenderia esta empresa?

Em tempo: O cidadão escreveu um segundo artigo onde ataca o software livre baseado no Manifesto GNU, criado pelo lesado do Stallman. Não vou nem comentar, pois é um lesado falando do outro.

Fonte: Another Geek Blog

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

VIMperator: Concordo, coisa de NERD

Como um bom geek e um entusiasta do mundo das telinhas pretas e letras brancas, meu editor de textos preferido é o VI.

Ele não deixa a desejar a nenhum editor de textos gráficos e cheio de flores, pelo contrário, faz coisas que nem o mais famoso editor de textos sonha em fazer e se faz, precisa de pelo menos 20 cliques para isso.

Para minha surpresa, navegando no site mozdev.org me deparo com o seguinte plugin para o Firefox:


Como curioso que sou, entrei no site e comecei a ler e a primeira frase já é algo que tenta trazer um impacto apocalíptico:

"Primeiro veio o Navigator, depois o Explorer. Um pouco depois o Konqueror. Mas agora é tempo do imperador, o VIMperator !!"

Juro que lembrei na hora do trailer do Gladiador no cinema, deu até asco :D

Baixei e instalei o add-on para o Firefox e reiniciei. Logo de cara você pensa: "Putz, que M**** que fiz, já era o Firefox". A tela inicial é apresentada sem as barras de endereço, botões de navegação e Barra de menus.

A unica coisa que aparece são as abas do navegador e a barra de status. Pergunto: Como irei abrir um endereço da web ? CRTL + O ? Negativo, não funciona. Lembre-se você esta no "VI" e para abrir se digita:

: open www.google.com.br

E o site abre.
Testo outros atalhos do VI e não é que a coisa realmente funciona ? Só não gostei da mensagem quando tentei substituir um texto que ele fala muito mal-educadamente que isso não é um editor de texto e sim um navegador, mas tudo bem, nem queria mesmo :D

Fiquei trabalhando com ele a tarde toda para ver a sua "funcionalidade e agilidade". E cheguei a seguinte conclusão:

- Uma boa idéia para entusiastas do VI
- Uma mão na roda para quem esta sem mouse ou então não quer usa-lo para navegar pelo texto ou até mesmo pelo Firefox.
- Uma péssima ideia na questao funcionalidade e agilidade, pois a coisa fica um saco para digitar um texto em uma caixa de dialogo. Ele realmente leva a sérios os atalhos do VI para escrita, delelção. Nem pense em usar o backspace. Você voltará para as páginas anteriores que você visitou. (imagina isso depois de preencher uma tela com 34 perguntas... aconteceu comigo)

Esse add-on realmente é para aqueles que começaram agora no VI e querem virar rato de atalho ou para aquele que tem um tempo de sobra para ficar digitando atalhos para abrir um site ou até mesmo para rolar a página ou então para aquele NERD que não abre a mão de falar:

"Uso o VI como navegador"

Dessa vez, passo para o próximo doido a "facilidade" do VI no Firefox

NOTA: 08 Originalidade
10 Alegoria
05 Funcionalidade
10 Ajuda

Links:
Download do Plugin
Atalhos do VI
Help do VIMperator

PS: sim a imagem do título é a minha camiseta do VI :D

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Um pouco de Python

Os avanços do GNU/Linux no desktop e nos servidores trouxeram muitas melhorias que vão além do próprio GNU/Linux e se estendem a linguagens de programação, softwares e padrões.

Há alguns anos, “linguagem de programação” para muitas pessoas se resumia a Visual Basic e Delphi, além de C e C++ para os masoquistas. E já havia grupos com aquela máxima de “escreva uma vez, rode em qualquer lugar”, como a Sun fez questão de provar ao mundo (e acho até que conseguiu), de que o Java é a solução que todos nós esperávamos. Há controvérsias.

Naquele tempo, Win32 era o limite, Java era multiplataforma, mas praticamente tudo era Win32, portanto essa história de multiplataforma não fazia muito sentido. Mesmo os dispositivos móveis ainda eram raros, o que aniquilava o fator “pró-multiplataforma”.

Com o tempo, os interesses começaram a mudar e pipocavam métodos novos, idéias novas e alternativas. O GNU/Linux começava a ganhar espaço e a abrir espaço também para projetos até então não tão conhecidos, como os da Fundação Mozilla, ou o OO.org. E também para linguagens como Python, Pearl e até mesmo mais recentemente Ruby (que também merece uma olhada com atenção).

Um pouco de Python

Python é uma linguagem moderna, rica em recursos, com uma curva de aprendizado suave e vasta biblioteca (módulos). Vamos nos ater a algumas características apenas, portanto outras igualmente importantes podem nos escapar aqui. A culpa não é minha, se quiser reclamar vá à lista Python-Dev e solte os cachorros em cima dos caras que enchem a linguagem de características interessantes e acabam criando esse mal estar. :)

* simples
* livre e de código aberto
* alto nível
* portável (inclusive dispositivos móveis)
* interpretada
* OO (ou não, você escolhe)
* extensível

Até aqui nada demais, pois outras linguagens possuem as mesmas características. Mas vamos prosseguir…

* fácil de aprender
* fácil integração com outras ferramentas
* inclui as baterias (essa é para você sorrir)
* dinâmicamente tipada
* produtividade e legibilidade
* …

Esses fatores já começam a pesar favoravelmente a favor do Python. É claro que só os testes e outras leituras que você fizer podem dar uma noção mais exata do que estou falando; mas enquanto você não o fizer, não poderá medir até que ponto estou falando a verdade. Por isso o convite para baixar o instalador para sua plataforma e alguma documentação para começar a descobrir que realmente estou falando sério!

Python corporativo

Agora você pode perguntar: “Muito bonito, mas quem aposta nisso?”

Organizações como Google, NASA, Serpro, Embratel, Philips, AztraZeneca, Nokia têm apostado no Python e usam esta tecnologia pelo menos em parte de seus projetos.

O crescimento do qual falamos lá no início do texto se aplica aqui: enquanto o GNU/Linux e companhia avançam e alcançam mais pessoas e empresas, o fato do Python ser multiplataforma facilita esse trabalho. Afinal, seja qual for sua preferêcia, muito provavelmente existirá uma versão do interpretador Python para seu sistema operacional (seja ele GNU/Linux, Unix, Mac, Windows etc).

O Python vem ganhando espaço com sua filosofia e recursos poderosos e fáceis, pois simples não precisa ser simplório necessariamente.
Faça novos amigos

Assim como a grande maioria de projetos de código aberto, Python é suportado por uma grande comunidade de desenvolvedores ao redor do mundo. No Brasil esse pessoal pode ser visto em Python Brasil e na lista de discussão, onde comumente ocorrem discussões de altíssimo nível e integração notória e a difusão e compartilhamento de conhecimento e idéias é rotina.

Estou preparando um "Aprenda python em 10 segundos", porque aqueles tutoriais para aprender em 24 horas, 10 horas, 1 mês é para fanfarrões e moleques (eheheh) e estarei colocando aqui no blog.

Conceitos fundamentais sobre software livre

Todo software livre é grátis? Posso alterá-lo? Vender? O que é copyleft? E GPL?
Esclareça suas dúvidas

Segundo a Free Software Foundation - FSF (www.fsf.org), software livre é aquele que pode ser usado, copiado, distribuído, estudado, alterado e melhorado pelo usuário, dentro de três conceitos de liberdade fundamentais (o quarto conceito, pregado pela FSF, na realidade é uma combinação dos itens 2 e 3):

1) Utilização
Liberdade para usar o software para qualquer propósito, seja no ambiente privado ou empresarial, e em qualquer tipo de computador.

2) Adaptação
Liberdade para estudar o software e modificá-lo, se necessário, às necessidades do usuário – o acesso ao código fonte é uma prerrogativa fundamental.

3) Distribuição
Liberdade para redistribuir o software livre – mesmo que você tenha comprado a versão original – recebendo ou não por essa ação.

Dessa forma, para que o programa seja considerado um software livre, ele deve, necessariamente, atender essas premissas, quer este programa seja distribuído gratuitamente ou vendido.

A FSF também esclarece que um software livre não quer dizer um programa não comercial, o que explica a existência de empresas que desenvolvem e comercializam aplicativos escritos dentro do conceito de software livre.

Copyleft
Enquanto o termo “copyright” compreende um conjunto de obrigações e proibições internacionalmente reconhecidas quanto à utilização e distribuição, no caso de um software, os programas de computador licenciados como “copyleft” vão no caminho oposto.

Porém, para que os usuários possam usufruir das liberdades aplicáveis a um software livre (e muitos têm copyright), é necessário que estejam protegidos de infringir qualquer lei.

E é o que o copyleft faz: adiciona ao copyright instrumentos legais para permitir o amplo direito às liberdades fundamentais, mantidos válidos os termos de distribuição originais aplicáveis.

GNU - General Public License (GPL)
Quando se adquire uma caixinha de software comercial tradicional, você está comprando, na realidade, uma licença de uso desse aplicativo.

Essa licença sujeita o usuário a uma série de restrições quanto ao uso do produto, com relação ao que se pode e, principalmente, ao que não pode ser feito com ele.

Os programas de computador em software livre ainda estão sujeitos a um tipo especial de licenciamento, sobre os termos da Licença Geral Pública GNU (ou GNU GPL).

Os aplicativos que possuem esse tipo de licença asseguram ao usuário, de forma explícita, o direito às liberdades fundamentais aplicáveis ao software livre e que podem ser passadas adiante se ele assim o desejar, sem que esteja sujeito a limitações ou punições legais de qualquer natureza.

Artigo baseado no original da PCWorld International

GMail com IMAP: Finalmente !!

Se alguém reclamava que o GMail não era um email completo por não oferecer o serviço de IMAP para as contas, "SEUS PROBLEMAS ACABARAM".

O GMail está habilitando o protocolo IMAP em todas as contas de email. Esse processo é gradual e se a sua conta até agora não possui essa opção, não se preocupe, em breve ela aparecerá, assim como apareceu o suporte ao POP.

Com esse protocolo ativado, o GMail dá um passo a frente do seu maior rival, o Yahoo, que por enquanto não oferece esse protocolo para os usuários e o mais incrível de tudo é que o IMAP trará os LABELS como PASTAS do IMAP, simplesmente FANTÁSTICO.

Sou suspeito para falar do IMAP, pois utilizo ele em todas as contas de email que possuo (leia-se empresa) e sem sombra de dúvida é o melhor protocolo para se utilizar no email.

Uma pena que a versão do IMAP do GMail ainda não é compatível com o VersaMail do Palm Treo.

Links relacionados:

Getting Started with IMAP for Gmail
How do I enable IMAP?

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Apple demite 800 empregados por tentativa de fraude


O que se passa na cabeça de 800 pessoas que têm cobiçados empregos na Apple e resolvem se queimar por US$ 100? Bom, certamente elas terão um bom tempo para pensar no assunto. Isso porque essa leva de gente resolveu usar de malandragem para faturar este valor em cima de seu empregador e acabou se dando mal.

Explica-se: no ato do lançamento do iPhone, Steve Jobs prometeu presentear cada funcionário da Apple com uma unidade do aparelho, sendo que a palavra foi devidamente cumprida. Ok.

Eis que poucos meses depois, quando apresentava sua nova linha de iPods, Jobs anunciou uma redução de US$ 200 nos iPhones de 8GB mas, diante dos protestos daqueles que pagaram US$ 600 pelo primeiro lote, o CEO e fundador da Apple concedeu um bônus de US$ 100 que deveria ser gasto em produtos da própria empresa.

E o que um grupo de 800 empregados que havia recebido o aparelho gratuitamente fez? Eles se passaram por compradores do primeiro lote de iPhones e cobraram o crédito de US$ 100 da Apple. Resultado: a companhia descobriu a fraude e demitiu todos de forma sumária.

Como diz o ditado:


O defeito do malandro é achar que todo mundo é trouxa”.

Fonte: IDGNow

Tutoriais Linux: Facil, rápido e direto



Com certeza você já precisou procurar algum material técnico que lhe ensinasse o passo a passo para a configuração de um determinado serviço ou até mesmo alguma dica que pudesse melhorar a performance do seu servidor Linux ou porque não dizer que perguntaram à você se você entendia de determinada coisa e só falou que sim para ganhar o seu rico dinheirinho.

Pois bem, a algum tempo tenho consultado um site que te ajuda em tudo isso escrito acima e realmente não te deixa na mão. Estou falando do Howto Forge.

Ao contrário da maioria dos sites que Howtos que não mostram o passo a passo em screenshots para facilitar para a pessoa leiga, esse site traz tudo muito bem explicadinho e mastigado, para ninguém botar defeito.

Um belo exemplo disso é o howto que ensina a instalar um "desktop perfeito" com o Ubuntu 7.10 "Gutsy Gibbon". Que mostra desde a tela do boot inicial do CD,


passando pela instalação do Cedega e do jogo Guild Wars



e pelo VMWare para citar apenas alguns exemplos.


O site está dividido em categorias como: Sistemas Operacionais; Aplicações Especificas; Programação e muito mais. Realmente vale a pena a pesquisa nesse site.

Para mais informações, visite: http://www.howtoforge.com

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Aprendendo Java com o Bope

/**
* O Bope foi criado para atuar quando a policia perde o
* controle. E no rio de janeiro isso acontece com
* bastante frequencia
*/


class Bope{

private String nome;
private int qtdeVitimas = 1; // ja começa bem!

public Bope(String nome){
this.nome = nome;

}

// sobrecarga do método ondeTaOBaiano
public void ondeTaOBaiano(Estudante e){
e
.sabeVoarEstudante();
}

public void ondeTaOBaiano(Traficante t){
t
.levaSacoNaCabeca();
}

// exemplo de método final!

public final Doze encontreiOBaiano(Baiano b){
return b.naCaraNaoQueEhPraNaoEstragarVelorio();
}

}

public class Treinamento{
public static void main(String [] xxx){
// Apresento o capitão nascimento

Bope instrutor = new Bope("01″); //Capitao Nascimento
try{

// de cada 100 policiais que fazem o curso do Bope,
// so se formam 5, e eu, quando me formei parceiro,
// eramos apenas 3.

Turma.tentaFazerCursoBopeCom(capitao);

while(aluno.count >= 3){
aluno
.pedePraSair();

if(aluno istanceof Cafetao){
capitao
.say(”Pede pra sair!”);
capitao
.say(”Seu Lugar Eh Com Puta!”);
}
if(aluno istanceof PorraLoka){
capitao
.say(”Tira essa farda preta!”);
capitao
.say(”Voce nao eh cavera. voce eh MULEQUE!”);
}
if( aluno.isXerife() ) aluno.desiste();
}

} catch (PolicialCorruptoEncontrado pce){
} catch (PolicialFracoEncontrado pfe){
} catch (PolicialSemABandoleiraNessaAlturadoCampeonato e){
}

}

}

Diálogos durante o curso:

"SEUS FANFARRÕES! VCS TEM 10 SEGUNDOS PARA COMPLETAR ESSE CÓDIGO !"

"- O zero-dois NÃO está escrevendo!
- SEU zero-dois, porque o senhor não escreveu nenhuma linha?
- A-a minha IDE não terminou de carregar, senhor…
- Agora a sua IDE ja carregou, seu zero-dois?
- S-sim senhor…
- Então, seu zero-dois, termine o seu programa, senão todos os seus colegas terão que usar o EDIT do MS-DOS até o fim do curso
E A CULPA EH DO ZERO-DOIS!"

"HOMEM DE PRETO QUAL É A SUA MISSÃO?
É APRENDER JAVA SEM PRECISAR DE CERTIFICAÇÃO!
HOMEM DE PRETO O QUE É QUE VC FAZ?
FAÇO CODIGO FONTE QUE ASSUSTA O SATANÁS!"

Retirado do Tunder-Boy

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Projeto de lei tenta garantir recursos para o Software Livre


Começa esta semana no Congresso um campanha intensa para a submissão de um Projeto de Lei que garanta o uso de parte do Fundo Setorial para Tecnologia da Informação para fomentar o desenvolvimento de projetos de sofware livre.

Conheça o texto do projeto:

Art. 1º Vinte por cento (20%) dos recursos anualmente gastos pelo CTInfo - Fundo Setorial para Tecnologia da Informação (instrumento de criação: Lei nº10.176, de 11.01.2001), deverão ser destinados para o desenvolvimento de softwares livres.

Art. 2º Para os efeitos desta Lei, considera-se:
I - Software: programa de computador. Sequência de instruções a serem seguidas e/ou executadas, na manipulação, redirecionamento ou modificação de um dado/informação ou acontecimento.
II - Software livre: qualquer programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído sem nenhuma restrição. A maneira usual de distribuição de software livre é anexar a este uma licença de software livre, e tornar o código fonte do programa disponível.

Art. 3º Poderão solicitar o financiamento, a qualquer tempo, combinando recursos reembolsáveis e não-reembolsáveis, empresas, universidades, institutos tecnológicos, centros de pesquisa, cooperativas e outras instituições públicas ou privadas, inclusive comunidades de desenvolvedores, através de editais lançados pelo CTInfo.

Art. 4º Os projetos de software livre deverão ser aprovados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio de um conselho composto por integrantes da comunidade de software livre, instituído por uma portaria do MCT.

Art. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 6° Revogam-se as disposições em contrário.

ASSINAM:

Antonio Terceiro
Carlos Cecconi
Deivi Lopes Kuhn
João Cassino
Jomar Silva
Júlio Neves
Livia Sobota
Marcelo Marques
Mário Teza
Pedro A. D. Rezende
Ricardo Bimbo
Rodolfo Avelino
Rubens Queiroz de Almeida
Sergio Amadeu da Silveira
Sérgio Rosa
Vicente Aguiar
Wagner Meira Jr.

Fonte: Vergonha Nacional aKa Congresso Nacional

Placa-mãe da Asus com Linux embarcado


A Asus mais uma vez sai na frente das concorrentes e lança uma placa mãe revolucionária. O modelo da placa é P5E3 Deluxe que possui uma distribuição linux embarcada, que tem as funções de:

- Navegação à internet
- Skype

E tudo isso em um boot de 5 segundos.

A placa é cheia de recursos. Eles estão fazendo a propaganda de que, através dela, não é necessário entrar no Windows ou qualquer outro sistema operacional para navegar na internet, usar email ou cliente de Voip.

O linux ai fica em segundo plano, se é que poderá ser usado para outros fins senão aqueles planejados. O navegador é baseado no Firefox e para Voip há um cliente Skype. A notícia foi divulgada originalmente no slashdot.org, onde há mais detalhes. No link abaixo há uma análise da placa, que deverá ser vendida por U$ 360. A distribuição linux é o SplashTop, desenvolvido pela DeviceVM.com

Hoje o SplashTop oferece acesso à web e ao Skype, além de permitir a realização de seu próprio upgrade de software. Mas a DeviceVM está de olho em outras aplicações para inclusão, mencionando especificamente a possibilidade de agregar as funções de diagnóstico do equipamento, de Media Center e de dar acesso a conteúdos de discos locais e DVDs, por exemplo).

Uma boa soloção para aqueles casos em que a MBR vai para o espaço e você fica sem poder acessar a internet para buscar uma solução. Ou até mesmo oferecer terminais especificos para navegação à internet, sem se preocupar com virues e afins.

Abaixo esta o video que esta no youtube, que mostra as funcionalidades da placa. A-N-I-M-A-L !




Fonte: phoronix.com

Richard Stallman: O Eterno Insatisfeito


Ogg Vorbis é um excelente CODEC que ninguém usa, está para o MP3 como o Esperanto está para as línguas de verdade. Talvez por isso, tenha atraído a atenção de outra criatura esquisita, nosso eterno amigo Richard Stallman, santo padroeiro do software livre.

Enquanto o mundo inteiro está batendo palmas para o RadioHead por ter abandonado a gravadora e praticado venda direta, enquanto todo mundo se surpreendeu positivamento ao ver que as músicas estão em MP3 de alta qualidade E sem nenhum tipo de DRM, o Eterno Insatisfeito declarou em seu site/blog/santuário:

"Radiohead, uma banda proeminente, disponibilizou um album na Internet, convidando as pessoas a pagarem o que acham que vale.

Eu ficaria feliz em pagar para baixar músicas que gosto, ou pagar aos músicos apenas para apoiá-los, depois de ter obtido uma cópia por outro meio, mas eu só faria isso se fosse anonimamente. Em geral eu me recuso a comprar qualquer coisa com um cartão de crédito, simplesmente para evitar alimentar o Big Brother.

Se você é fã do Radiohead, por favor tente contactá-los e peça para que disponibilizem as mesmas músicas no formato Ogg Vorbis."

Céus, que cara CHATO.

Querido Stallman: iPods não tocam Ogg Vorbis. Menos 71% do mercado. Zunes não tocam Ogg. Menos 3% do mercado. A maioria dos SANSA não tocam Ogg. Menos uns 5% do mercado. Creatives não tocam Ogg. Preciso continuar?

Linux toca MP3, Mac toca MP3, Windows toca MP3, até Symbian toca MP3.

Será que dá para ser positivo ao menos UMA VEZ NA VIDA? Custava um único elogio ao RadioHead pela iniciativa?


Fonte: Copiado discaradamente do Meiobit

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Vixta: Linux com cara de Windows

Não é de hoje que se tem o pensamento de que quanto mais suave for a mudança, menos traumática ela será.

E pensando nisso, foi lançado uma nova distribuição linux: VIXTA


Isso mesmo, Vixta e qualquer semelhança não é mera coincidência.

Baseado no Fedora 8 TC-3 (que está em desenvolvimento e esse que vos escreve está participando da equipe de regionalização dos pacotes) ele tem uma interface gráfica idêntica ao do Windows Vista, que na verdade é um KDE modificado.

Segundo o site do desenvolvedor, a distribuição tem as seguintes metas:

- Levar o Linux para as massas, absolutamente sem nenhuma configuração (duvido muito);
- Ser amigável (visualmente é);
- Atrair os olhares (e atraiu);
- Ser parecido com o Vista (Isso é verdade);

A um tempo atrás, foi feita uma tentativa idêntica de atrair os usuários de windows para linux a partir do visual. A interface era o BLANES 2000, que era uma alteração do XFCE para ficar com a cara do Windows 2000/98. Veja:


Na época eu usei por um bom tempo essa interface, não por ser apaixonado pelo windows, mas sim porque era a única interface leve que rodava decentemente no meu PC MMX 166 com 64 de RAM.

Acho válida a tentativa de fazer com que mais usuários migrem para o Linux, mas não é só o visual que atrai um usuário. O que realmente atrai o usuário é a facilidade de uso do sistema, a fácil instalação de aplicativos, JOGOS e claro a possibilidade se ter um aprendizado rápido e fácil.

Convenhamos que o Linux, infelizmente não esta 100% amigável para um usuário final, pois muitas coisinhas temos que resolver via linha de comando ou então demanda um pouco mais de conhecimento para fazer acontecer. Temos exemplos de distribuições que estão fazendo cada vez mais para se tornar amigável ao usuário e o maior exemplo disso é o UBUNTU, que veio para ser um divisor de águas em facilidade de uso para o usuário que esta iniciando no mundo do software livre. Mas repito, precisa melhor muito para o usuário final.

Mas tenho fé que um dia a facilidade de uso será tão boa ou melhor do que o meu sistema operacional preferido para jogos... o Windows ou como é conhecido aqui em casa, GameOS :)

Vou baixar o Vixta e assim que testar, coloco uma opinião sobre a tal facilidade de uso e a sua amizade com o usuário

Screenshots do Vixta:
http://sourceforge.net/project/screenshots.php?group_id=206087

Site oficial do Vixta:
http://vixta.sourceforge.net/


terça-feira, 9 de outubro de 2007

Nachos Calientes - Receita by Ceguinho

Quem disse que no México só o Chaves e o Chapolin que presta ? Esse é um prato típico de lá e muito gostoso. Fiquei viciado nessa coisa, que até a receita já fiz em casa :D

Vamos aos ingredientes e ao modo de preparo...

Ingredientes:

- ½ quilo de coxão mole moído
- 400 gramas de queijo mussarela
- Molho de tomate apimentado (aqueles de latinha pronto)
- Pimenta do reino moída
- Meia cebola picadinha
- 2 pacotes de Doritos sabor ‘queijo nacho’
- Azeite
- Azeitona preta (opcional)

Modo de preparo:

- Coloque azeite na panela, o suficiente para cobrir o fundo da panela e doure a cebola
- Coloque a carne moída na panela, coloque um pouco de pimenta e cozinhe a carne moída uniformemente, sempre mexendo para não queimar.
- Após o cozimento, coloque o conteúdo da lata de molho de tomate na carne e mais um pouco de pimenta. Mexa bem e deixe cozinhar por aproximadamente 10 minutos.
- Experimente ao carne, como o prato é picante, o sabor da carne deve prevalecer na boca, mas após a ingestão, deve ficar um pouco da ‘ardência’ da pimenta, caso não fique, adicione um pouco mais de pimenta do reino, mexa bem e cozinhe por pais 5 minutos.
- Faça um canudo com as fatias de queijo, corte em ‘tirinhas’ e adicione gradativamente o queijo na carne, sempre mexendo bem para não grudar. A carne irá ficar como um creme, por causa do queijo, experimente e faça o teste da pimenta novamente.

Montagem:

Em uma travessa, coloque metade do primeiro saco de doritos no fundo e cubra com carne, coloque a outra metade do saco e cubra novamente, faça isso sucessivamente até que seja usado 1 saco e meio de doritos. Dê uma misturada e sirva IMEDIATAMENTE.

Serve 4 pessoas

Unicamp usa PlayStation 3 para realizar pesquisas

O que poderia ser uma LAN house dos sonhos, com o console mais caro da história dos videogames, é, na verdade, um laboratório que faz bilhões de cálculos por segundo para entender melhor a “interação de anestésicos locais com membranas biológicas”.

São 12 PlayStation 3 ligados em rede em uma sala da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), interior de São Paulo. Com seus joysticks (controles) guardados no armário, rodam o sistema operacional Linux, formando um ‘cluster’ de processamento e ajudando a pesquisadora chilena Monica Pickholz nos cálculos de bioinformática desde junho de 2007.


“São muito mais estáveis que qualquer cluster [aglomerado de PCs] com que já trabalhei”, diz Monica. Os videogames funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana. Só pararam uma vez, quando “acabou a força e o gerador não funcionou”. Durante todo o tempo, os videogames fazem cálculos para simular dinâmicas de comportamento entre átomos.

SUPER-MÁQUINA

A iniciativa da pesquisadora pode parecer inusitada, mas não é surpresa para quem acompanha o mundo dos jogos. Afinal, desde antes do lançamento do PS3 a Sony já vendia a idéia de que o videogame seria um “supercomputador” para suas especificações). Ele lê discos Blu-ray, tem saída de vídeo em alta definição, entradas USB, conexões Wi-Fi, Bluetooth e discos rígidos de até 80 GB. Mas o que torna o PS3 tão atrativo no ambiente científico é um “simples” chip: o Cell.

Criado em parceria da Sony com a IBM e a Toshiba, o chip Cell tem um núcleo e oito processadores. Essa arquitetura permite que cálculos sejam distribuídos, agilizando as tarefas sem sobrecarregar o sistema.

“A capacidade de cálculos é inimaginavelmente grande. Considerando o que se gasta para produzir um PS3, é uma imbatível relação custo/benefício no mercado computacional”, explica o consultor de informática Martinelli.

DIVERSÃO BARATA

Quando foi lançado, em novembro de 2006, o PS3 importado chegou ao Brasil por cerca de R$ 7 mil. O preço foi reduzido ao longo dos meses, e hoje varia de R$ 2,2 mil a R$ 3,5 mil, dependendo do modelo. Seu principal rival, o Xbox 360, é vendido por R$ 2,5 mil – com a vantagem de ter garantia e assistência técnica no país, além de uma oferta de jogos maior.

A professora Monica, doutora em Física, faz as contas. Com o projeto de pesquisa financiado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo), comprou cada máquina no Brasil por cerca de R$ 1,58 mil. Conseguiu um total de 72 processadores, já que, efetivamente, são seis os centros de processamento ativos em cada PS3. O mesmo dinheiro, se aplicado em servidores convencionais, resultaria em apenas 32 processadores, ela diz.

“Ocorre que o hardware do PS3 é barateado por expectativas de volume de vendas e ganhos com softwares (jogos), algo que não acontece no mercado de servidores”, diz Martinelli. Ou seja, a Sony pretende lucrar com a venda de jogos, enquanto perde alguns trocados para ver sua base instalada de usuários aumentar. Pena que cientistas não jogam durante o trabalho. Ou jogam?

Monica não conhece videogames, nem mesmo Wii e Xbox 360, os rivais do PlayStation 3. Ela revela que jogava “Descent”, jogo de naves espaciais em 3D que marcou época nos computadores. Dos 12 PS3 configurados para a pesquisa, somente o primeiro veio com jogo – já devidamente guardado junto com os joysticks.

A SERVIÇO DA CIÊNCIA

Antes de investir no “cluster” de videogames, Monica testou um PlayStation 3. Convencida de que poderia dar certo, avançou com o projeto. “Na Unicamp desconfiaram, acharam que era um risco muito grande”. Mas a reação foi positiva quando perceberam os resultados, diz a professora.

No entanto, o console da Sony não pode executar qualquer função na informática, segundo a pesquisadora. “O PS3 não é a salvação para todos os problemas, tem aplicações bastante específicas”, diz.

Outros projetos pelo mundo também utilizam o poder de processamento do console com o chip Cell. Até mesmo a Sony se viu obrigada a instalar servidores de PS3 para hospedar as conexões de partidas on-line do jogo Warhawk, recentemente lançado para o próprio PlayStation 3.

No campo científico, o projeto PS3 Grid vem com o subtítulo “PlayStation 3 a serviço da ciência”. A iniciativa pretende reunir voluntários para pesquisas na área de simulação de dinâmicas moleculares. No site, os criadores citam um exemplo de mutirão de videogames dedicados aos cálculos. “Se mil pessoas se unirem nessa cooperativa, teremos uma força computacional equivalente a 16 mil computadores de processador simples”, diz o texto de introdução.

LANTERNINHA

Enquanto amplia as possibilidades da ciência, o PS3 continua seu caminho tortuoso no mercado em que foi destinado a brilhar. A “guerra da nova geração” de games já existe “oficialmente” há quase um ano, e o PS3 é o lanterninha. Desde seu lançamento, foi alvo de polêmicas. Preço alto, ajustes de hardware e uma linha de jogos que não conquistou o público.

A concorrência não perdeu tempo. Segundo dados do site Video Game Chartz, o PS3 tem quase cinco milhões de unidades vendidas no mundo, contra 11 milhões do Xbox 360 e 12 milhões do Wii.

Recentemente, foi confirmado o reajuste de preços na Europa, que passam a valer a partir desta quarta-feira (10). O modelo de PS3 com disco rígido de 60 GB caiu de 599 (R$ 1,52 mil) para 499 euros (R$ 1,27 mil), e um modelo com HD de 40 GB será lançado a 399 euros (R$ 1 mil).

Fonte: G1